Um novo ambiente

Um novo espaço com a assinatura de Jader Almeida nasce um charmoso e intimista espaço no Ponta dos Ganchos.

Um ambiente para o hóspede saborear um café ou até mesmo ler um bom livro.

“Tradicionalmente utilizado como transitório entre lobb e restaurante, o novo cenário foi pensado para ser mais um ambiente de convívio oferecido aos hóspedes do resort. As peças possuem uma combinação harmoniosa de materiais, mas enfatizam sobretudo a presença da madeira. Isso, aliado às formas biomórficas das poltronas e a fluidez das mesas de apoio, ajudam a produzir a sensação de conforto e aconchego”, diz Jader Almeida sobre o novo espaço projetado e elaborado exclusivamente para o resort.

 

Uma breve entrevista:

 

O designer nos conta um pouco sobre sua trajetória e fala de sonhos.

Patrícia Zanotti: Como foi o início da sua carreira e o primeiro contato com a indústria de mobiliários?

Jader Almeida: Nasci em uma região com grandes indústrias, no estado de Santa Catarina. Após ter feito alguns cursos técnicos, aos 16 anos de idade comecei a trabalhar em uma fábrica de médio porte, em Chapecó SC. Foi uma vivência decisiva. Lá eu percebi que era esse caminho que eu queria seguir. Acredito que o contexto foi determinante para mim, estar numa cidade pequena onde eu dispunha de educação, formação técnica e oportunidades.

Patrícia Zanotti: Você começou muito jovem na carreira de designer e também assumiu muito cedo o cargo de diretor criativo da SOLLOS. De alguma maneira essa experiência influenciou no amadurecimento da sua carreira?

Jader Almeida: Sim, certamente. Quando iniciei minha parceria com a SOLLOS, fizemos um plano estratégico onde o design seria a principal ferramenta. Penso que para um designer se desenvolver e de fato criar maturidade, depende de um sistema produtivo eficiente, da cadeia de suprimentos completa, é claro à indústria é fundamental para que isso tudo tenha sentido. Percebo que com a experiência e maturidade, a cada ano as coleções adquirem “camadas”. Essas camadas significam desdobramentos dentro do mesmo produto, aperfeiçoamentos, outras tipologias de produtos, bem como materiais e técnicas ainda não utilizadas ou não abordadas.

Patrícia Zanotti: Suas peças são premiadas nos principais concursos nacionais e internacionais de design. Existe algum prêmio que ainda não recebeu e almeja nos próximos anos?

Jader Almeida: Eu costumo dizer que não desenho produtos para vencer prêmios, e sim para pessoas. Os prêmios surgem como consequência. Eu fico satisfeito com o resultado, porque, de certa forma, há uma chancela da crítica especializada de que estamos no caminho certo.

 

Inspirações:

 

Patrícia Zanotti: Como é seu processo criativo? Qual sua inspiração?

Jader Almeida: Minha inspiração é o mundo, o comportamento, todas as coisas todo o contexto. Soa um pouco redundante, mas, talvez seja mesmo. Quanto mais pesquiso, estudo e trabalho, mais criativo eu fico – acredito que seja pelo fato de criar uma base de energia criativa que as coisas se multiplicam. Para mim, muito da inspiração está associada ao fazer. Sou muito sensível ao meio, logo, os hábitos e comportamentos resultantes dos novos aparatos de que dispomos hoje, de alguma forma impactam no meu processo, na minha percepção e na minha leitura do mundo. Afinal de contas, um produto vai se relacionar com todos os demais. Costumo dizer que as referências estão em todos os lugares. Para mim, tudo se conecta de alguma maneira, e no momento de desenhar algo, tudo isso está no subconsciente e de alguma forma faz sentido e contribui para o processo criativo.

Patrícia Zanotti: O que ainda não realizou na sua carreira profissional e que gostaria de alcançar?

Jader Almeida: Penso que há muito mais a realizar que o já realizado. No campo da criação não há limite, quanto mais produz, mais aumenta a percepção e o entendimento das coisas.

 

Um Sonho…

 

Patrícia Zanotti: Onde você sonha um dia em ter uma peça sua exposta? Existe esse sonho?

Jader Almeida: Quando um produto está em um contexto interessante, como em uma vitrine de uma marca consagrada por exemplo, é muito satisfatório. Mas também, pensar na perspectiva do uso e porque determinado produto foi criado – ou seja, para o uso cotidiano – isso também traz uma boa sensação, que essa peça está cumprindo sua função e ainda desenvolvendo toda uma cadeia de processos e pessoas envolvidas.

 

Confira agora as imagens de como ficou esse novo ambiente:

 

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