Viagem Segura
Viagem Segura

Como fazer o seguro viagem?

Confira dez dicas incríveis publicadas na Revista Exame e faça uma viagem tranquila.

1. Avalie qual tipo de cobertura você precisa
O tipo de cobertura incluído é o ponto mais importante a ser avaliado no seguro de viagem.
“Muita gente tem dificuldade para entender qual seria o valor de cobertura necessário para alguns países mais caros e acabam contratando a cobertura básica, que não contempla todos os gastos”, afirma Marco Rossi, presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg).

2. Observe não só as coberturas principais
As principais coberturas que os seguros costumam oferecer são para morte acidental e assistência médica, mas os seguros mais completos podem oferecer também outras coberturas muito vantajosas, como para cancelamento de viagem, assistência jurídica, extravio e atraso de bagagem, medicamentos, assistência odontológica, repatriação, extensão de internação hospitalar e de diárias em hotéis, passagem de ida e volta para um familiar, etc.

3. Cheque se o plano cobre doenças preexistentes
De acordo com João Cardoso, no Brasil a maior parte dos seguros de viagem não cobre doenças que o segurado possua antes de contratar o serviço.
“Se o segurado tem alguma doença crônica e tiver uma crise em outro país, a maior parte dos seguros não vai cobrir suas despesas.
Por isso, é muito importante que a pessoa nessa situação analise se o plano inclui doença preexistente”, diz o cofundador da TaCerto.

4. Compare seguros oferecidos pela agência de viagem e pelas empresas de cartões de crédito aos seguros comprados separadamente
Os seguros de viagem podem ser oferecidos pelas próprias agências de viagem, junto aos pacotes; podem vir como um bônus se você pagar sua passagem internacional integralmente com o cartão de crédito; podem ser vendidos individualmente. Por isso, novamente é recomendável checar o que cada tipo de seguro oferece.

5. Observe com cuidado as coberturas do seguro atrelado ao cartão de crédito
Ainda que o seguro oferecido pelas empresas de cartões de crédito tenha a vantagem de ser embutido na compra das passagens, sem cobrança adicional, dependendo do cartão a cobertura pode ter valor baixo ou ser insuficiente.
Os cartões de segmentos de renda inferiores, por exemplo, até oferecem seguro para morte em caso de acidente de viagem, mas não cobrem despesas médicas.

6. Compare preços
Os preços dos seguros podem partir de menos de 10 reais por dia e podem chegar a custar mais de 50 reais a diária.
Além de verificar os preços oferecidos diretamente com as corretoras, seguradoras, ou com a agência de viagem, existem corretoras online que vendem os seguros pela internet e permitem comparar de maneira rápida e fácil os preços de diferentes produtos.

7. Entenda o que é assistência e o que é seguro de vida
Os seguros podem ser vendidos de forma avulsa ou podem ser incluídos em um pacote que mistura seguros e assistências de viagem.
Mesmo sendo mais comumente chamados de seguros de viagem, a maioria dos planos vendidos no mercado incluem os dois tipos de produtos.
É por isso que, na prática, a diferença entre seguro e assistência de viagem acaba sendo basicamente inexistente, conforme explica João Cardoso.
“Ao contrário do que as pessoas pensam o ‘seguro de viagem’ ou ‘assistência de viagem’ não é um produto mas um pacote de produtos. Em termos legais, o produto acaba por ser chamado de seguro se a empresa que o comercializa é uma seguradora ou uma empresa de assistência”, esclarece.
As maiores diferenças costumam se dar em relação à cobertura para procedimentos médicos.
Os planos com assistências médicas oferecem tratamentos médicos dentro de uma rede credenciada e o segurado não precisa fazer nenhum desembolso ao realizar os procedimentos.
Já no seguro, o cliente tem a opção de escolher a clínica que ele deseja, pagando o valor do tratamento, e solicitando posteriormente o reembolso das despesas. Mas, muitos planos são vendidos com essas duas opções.

8. Fique atento à obrigatoriedade do seguro para entrar em alguns países
Alguns países exigem que os turistas contratem um seguro para a viagem.
A maior parte deles fica na Europa e é signatária do Tratado de Schengen, que exige que o turista tenha um seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros.
São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, Irlanda, Islândia, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Suécia e Suíça.
Em Cuba também é exigido o seguro viagem, que pode ser comprado no próprio aeroporto.
E na Austrália a exigência é feita aos estudantes de intercâmbio, que devem ter o seguro saúde Overseas Students Health Cover (OSHC).

9. Informe ao corretor os detalhes da viagem
Explique ao agente de viagens ou ao corretor tudo o que você pretende fazer na viagem.
Ao saber que você praticará algum esporte radical, por exemplo, eles podem indicar um seguro que prevê cobertura para acidentes relacionados a essa atividade ou podem sugerir a contratação de uma cobertura adicional.

10. Solucione dúvidas com a Susep
Para solucionar qualquer dúvida sobre a procedência de uma seguradora ou corretora, ou se informar sobre seus direitos enquanto segurado, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) disponibiliza um canal de atendimento por telefone (0800 021 8484).
A Susep é o órgão do governo federal responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguros.
A autarquia é vinculada ao Ministério da Fazenda.

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